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Os Mandamentos estão ultrapassados?

Em nossos dias, bastará abrirmos as páginas de jornal ou acessarmos as notícias on-line, para encontrarmos narrados incontáveis fatos, muitos deles assustadores, nos quais o amor ao próximo vai sendo vertiginosamente banido da face da terra.

 

Consequência, sem dúvida, do rechaço, ou pelo menos, do esquecimento do amor de Deus. Ora, sabemos que os dez Mandamentos entregues por Deus a Moisés no Monte Sinai, trazem os preceitos concretos que devem nortear o relacionamento dos homens com Deus e deles entre si.

No entanto, estamos frente a uma crise monumental, de abandono da Lei de Deus. Conforme diz o Papa Bento XVI, “vivemos num contexto cultural marcado pela mentalidade hedonista e relativista, que propende para eliminar Deus do horizonte da vida, não favorece a aquisição de um quadro claro de valores de referência e não ajuda a discernir o bem do mal e a maturar um justo sentido do pecado”. (11 de março 2010)

Diante desta situação, podemos nos perguntar: os Dez Mandamentos – decorridos tantos séculos – não estão ultrapassados? Ou ainda, não será normal que a Lei de Deus e as leis morais dela decorrentes evoluam e se adaptem aos costumes?

Com efeito, nos ensina o Catecismo da Igreja: “Visto que exprimem os deveres fundamentais do homem para com Deus e para com o próximo, os Dez Mandamentos revelam, em seu conteúdo primordial, obrigações gravesSão essencialmente imutáveis, e sua obrigação vale sempre e em toda a parte. Ninguém pode dispensar-se deles” (2072).

Como se tal ensinamento não bastasse, vejam-se as divinas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo, narradas por São Mateus (Mt 5, 17-19): “Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Não penseis que vim abolir a Lei e os profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade Eu vos digo: antes que o Céu e a Terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra”.

Neste sentido comenta Mons. João Clá Dias, EP: “Nosso Senhor não é só o Autor da Lei, mas também a Lei viva. Assim como dizemos que o ‘Verbo Se fez carne’ (Jo 1, 14), podemos afirmar que ‘a Lei de Deus Se fez carne e habitou entre nós’. No Divino Mestre se encontram os Dez Mandamentos no estado de divindade, pois, o que fez Ele na sua vida terrena senão praticar a todo o momento o Primeiro Mandamento: ‘Amarás o Senhor teu Deus sobre todas as coisas’?”

Roguemos à Maria Santíssima nos conceda um amor íntegro e a prática entusiasmada dos Dez Mandamentos, em todos os dias de nossa vida. E assim evitemos toda e qualquer relativização no cumprimento da Lei de Deus.

Cfr. http://www.arautos.org/secoes/artigos/doutrina/espiritualidade/os-mandamentos-estao-ultrapassados-200448

3 Responses to Os Mandamentos estão ultrapassados?

  1. Marcos Silveira says:

    Quando compramos um notebook que não conhecemos fazemos questão de guardar bem o “guia do usuário” que vem junto e os Mandamentos que são o “guia do usuário” de nós mesmos nós desprezamos? Deus teve a misericordia de nos dar os mandamentos para nosso bom “funcionamento” e nós não o seguiremos? Essa matéria é muito oportuna pois as coisas estão do jeito que estão porque não se segue os mandamentos. Era mesmo de esperar que os Arautos tratassem desse tema tão importante, parabéns. Marco

    • Adilson Costa da Costa says:

      Caríssimo Marco, tem todo o propósito seu questionamento: não podemos relegar a um plano qualquer os Mandamentos. Melhor dizendo: os Mandamentos devem estar no primeiro plano da nossa existência. Ficamos contentes pelo fato de saber que tal abordagem lhe agrade, pois realmente é um tema indispensável ser abordado.

  2. Simone Salmaso Borges says:

    Os Dez Mandamentos não são e nunca serão ultrapassados, pois nascemos com eles impressos em nossas almas.