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Santo Afonso Maria de Ligório nos ensina: a oração é mais forte do que todos os inimigos

Santo Afonso diante do Santíssimo Sacramento Catedral da Assunção – Carlow (Irlanda) – Foto: Andreas F. Borchert (CC by-sa 3.0)

Como são preciosas a Deus as nossas orações!

São tão preciosas a Deus as nossas orações que Ele destinou os Anjos para Lhe apresentarem imediatamente as que estamos fazendo. “Os Anjos, diz Santo Hilário, presidem as orações dos fiéis e diariamente as oferecem a Deus”. É este exatamente aquele sagrado incenso, isto é, as orações dos santos que São João viu subir ao Senhor, oferecido pelas mãos dos Anjos. Escreveu o mesmo Santo Apóstolo que as orações dos Santos são como redomas de ouro, cheias de suave perfume e muito agradáveis a Deus.

Santo Afonso diante da Virgem – Acervo Arautos

Mas, para melhor compreendermos quanto valem junto de Deus as nossas orações, basta ler nas divinas Escrituras as inumeráveis promessas que Deus faz a quem reza, quer no Antigo, quer no Novo Testamento. “Chama por Mim, e Eu te ouvirei” (Jr 33, 3). “Invoca-Me e Eu te livrarei” (Sl 49, q5). “Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á” (Mt 7, 7). “Vosso Pai que está nos Céus dará bens aos que lhe pedirem” (Mt 7, 11). “Todo aquele que pede, recebe; todo o que busca, acha” (Lc 11, 10). “Qualquer coisa que pedirem, ser-lhes-á concedida por Meu Pai que está nos Céus” (Mt 18, 19). “Tudo o que pedirdes orando, crede que haveis de receber e que assim vos sucederá” (Mc 11, 24). “Se Me pedirdes alguma coisa em Meu nome, Eu vos darei” (Jo 14, 14). “Pedi tudo o que quiserdes e vos será concedido” (Jo 15, 7). “Em verdade Eu vos digo: se pedirdes a meu Pai alguma coisa em Meu nome, Ele vô-lo dará! (Jo 16, 23). Existem muitos outros textos semelhantes, os quais deixamos de citar por brevidade.

Sem oração não há vitória

Deus quer nos salvar. Entretanto, quer nos salvar como vencedores. Estamos, pois, nesta vida. Achamo-nos em uma guerra contínua, e para nos salvar, temos de combater e vencer. “Sem ter vencido, ninguém poderá ser coroado”, diz São João Crisóstomo. Somos muito fracos e os inimigos, numerosos e fortes. Como enfrentá-los e vencê-los? Tenhamos coragem e digamos com o Apóstolo: “Tudo posso n’Aquele que me conforta” (Fl 4, 13). Tudo poderemos com a oração, por meio da qual Deus nos dará o que não temos. Escreveu Teodoreto que a oração é toda poderosa. Ela é uma; entretanto, pode nos obter todas as coisas: “A oração, sendo uma em si, pode tudo”. E São Boaventura afirma que, pela oração, se obtém todos os bens e a libertação de todos os males.

Os restos mortais de Santo Afonso Maria de Ligório são venerados na Basílica que leva seu nome, em Pagani (Itália) – Foto: Alain Patrick

Dizia São Lourenço Justiniano que, pela oração, construímos uma torre fortíssima, onde estaremos livres e seguros de todas as insídias e violências dos inimigos. São fortes as potências do inferno, entretanto, a oração é mais forte do que todos os demônios, diz São Bernardo e com razão, pois com a oração a alma consegue o auxílio divino, diante do qual desaparece todo o poder das criaturas. Assim animava-se Davi em seus desfalecimentos: “Invocarei o Senhor, Louvando-O; e livre serei de meus inimigos” (Sl 17, 4). Em resumo, diz São João Crisóstomo: “a oração é uma grande armadura, uma defesa, um porto, um tesouro”. A oração é uma valiosa arma para vencer os assaltos dos demônios; é uma defesa, que nos conserva em todos os perigos; é um porto seguro contra toda tempestade; é um tesouro, que nos provê de todos os bens. 

*SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. A oração, o grande meio para alcançarmos de Deus a salvação e todas as graças que desejamos. 19.ed. Aparecida: Santuário, 1987, p.43-45.

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Uma conversão assumida com extraordinário vigor de espírito, a santidade abraçada e levada às suas últimas consequências

Acervo Arautos

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Trabalhar ou rezar?


“Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada”. (Lc 10, 41-42) 


Autor: Douglas Wenner

Comemora-se hoje o dia de Santa Marta, irmã de Santa Maria Madalena e de São Lázaro, o maior amigo de Jesus, o que fora ressuscitado após quatro dias de sua morte, e por quem o Mestre derramou suas lágrimas divinas, as quais cravejaram o leito desta terra, podendo bem ser consideradas mais preciosas que quaisquer diamantes que possam existir.

Não raras vezes, tem-se o costume de denominar de “Marta” alguém que tenha grande aptidão para o trabalho, reservando a via contemplativa para “Maria”. Isso porque, nas Sagradas Escrituras, encontramos a narração do episódio em que Nosso Senhor estava visitando tal família, e enquanto Marta se encontrava absorta nos afazeres da casa, Maria se embebia ininterruptamente das graças emanadas do convívio com o Redentor. Semelhante a essa cena, é possível ouvirmos alguém dizer: “Não posso lhe ajudar agora, pois agora preciso rezar…”. Ou por outro modo, pode sair dos lábios de alguém: “Não tenho tempo para rezar, pois trabalho demais…” Vida contemplativa? Vida ativa? Eis a questão…

Obviamente, devemos sempre realizar algum trabalho, dado ser indiscutível que o labor dignifica o homem. A esse respeito, nos adverte o Apóstolo em sua Carta aos Tessalonicenses que, “quem não quer trabalhar, também não deve comer.” (2Ts – 3,10) Mas também argumentamos pela égide de São Mateus, que “Nem só de pão o homem viverá, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus(Mt, 4-4). Destarte, por mais justificável que possa parecer o motivo, estará alguém dispensado do trabalho ou da oração? O que é mais recomendável fazer, trabalhar ou rezar?

Nesse sentido, explica-nos o Mons. João Clá Dias, Fundador dos Arautos do Evangelho:  “O Divino Mestre diz que Maria escolheu a melhor parte [a contemplação], mas não afirma ter ela agido impelida pelo amor perfeito.”(1)

Contudo, somos chamados a dar a Deus a perfeição de nosso amor, o que temos de melhor: as duas partes, ou seja, tudo! Esse tudo deve abranger todos os nossos pensamentos, palavras e ações, e também nossos desejos, os quais devem ser santos e ousados, visando sempre o perfeito louvor a Deus, seja nos momentos mais corriqueiros do dia quanto nos mais sublimes, fazendo de todos os nossos atos, um louvor contínuo ao Criador.

Também São Bento, o grande Patriarca da Europa, responsável pela expansão da vida contemplativa nesse continente, cujos discípulos muito trabalharam, há séculos já tratara sobre esse tema, deixando claro em sua Regra: “Ora et Labora” (Rezai e trabalhai).(2) Eis a via pela qual devemos caminhar, seguindo ora os passos orantes, ora os laborais, em ambos buscando a maior glória de Deus!

Concorde a isso, também nos ensina Mons. João: “Devemos imitar as duas irmãs. Fazer todos os atos cotidianos com o amor de Maria; mas, como Marta, cumprir nossas obrigações de modo exímio. Porque a vida dos homens tem momentos de ação e de contemplação e, tanto em uns quanto em outros, é preciso ser ‘perfeito como o Pai celeste é perfeito’ (Mt 5, 48)”. (3)

Sejamos ao mesmo tempo Marta e Maria! E fazendo um trocadilho entre esses dois nomes, bem poderíamos dizer “Martíria”, ou seja, martírio! Semelhante à disposição de um mártir, testemunha de Nosso Senhor Jesus Cristo e de sua Igreja, entreguemo-nos ao serviço de Deus por inteiro e sem reservas. Isso exigirá de nós não pequeno esforço… Mas, sabendo que a isso somos chamados, confiemos que o auxílio sobrenatural de Nossa Senhora, Rainha dos Mártires, Mãe do Divino e Belo Amor, não nos faltará! Ela foi quem sempre deu tudo. Como a Serva do Senhor, e Mãe nossa, tenhamos a certeza de que seu amparo estará constantemente a nosso dispor!

 

 (1) Mons. João S. Clá Dias, EP. O inédito sobre os Evangelhos. v. VI, Coedição internacional de Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana e São Paulo: Instituto Lumen Sapientiae, 2012, p. 236.

(2) São Gregório Magno – Papa. Vida e Milagres de São Bento. Ed. Artpress. 8ª Ed.

(3) Mons. João S. Clá Dias, EP. O inédito sobre os Evangelhos. v. VI, Coedição internacional de Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana e São Paulo: Instituto Lumen Sapientiae, 2012, p. 238.

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Progredindo durante a quarentena

Você não está sozinho na quarentena: pode aproveitar e entreter-se — e enriquecer sua cultura — visitando a variada programação na página de formação dos Arautos do Evangelho.

No está solo en la cuarentena: puede disfrutar y entretenerse, y enriquecer su cultura, visitando el variado programa en la página de formación de los Heraldos del Evangelio.

You are not alone in the quarantine: you can enjoy and be entertained – and enrich your culture – by visiting the varied program on the formation page of the Heralds of the Gospel.

Non sei solo nella quarantena: puoi divertirti e divertirti – e arricchire la tua cultura – visitando il variegato programma nella pagina di formazione degli Araldi del Vangelo.

 

 

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“Não tenho tempo”

Claro que “não tem”… Com 200 mensagens (… e respostas) wathsapp, academia, etc… Mas, será que lhe sobra um tempinho para quem lhe criou, mantém e socorre nas horas difíceis? E Ele gosta que se vá pelo mesmo caminho que escolheu para vir a nós: Nossa Senhora. Read More

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O Divino mendigo

O Evangelho narra (Lc2, 41-52) e a Igreja contempla no quinto mistério do Rosário a perda e o encontro do Menino Jesus no Templo. Como foi possível um tão longo período – três dias — ficar o Divino Adolescente longe de Maria Santíssima e de São José? Se ao menos Ele tivesse dito o que ia fazer… Mas Jesus nada disse e motivou as afetuosas e aflitas palavras de sua Mãe Santíssima: Por que fizestes assim conosco? Eis que teu pai e eu te procurávamos cheios de aflição. Read More