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CHEGAMOS À FRONTEIRA DA HISTÓRIA

No dia 13 deste mês de maio, teremos finalmente chegado ao centésimo aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, data tão esperada por nós, tendo em vista que a mensagem ali revelada fundamenta uma especial esperança para a humanidade, frente ao processo histórico de que foi objeto ao longo de sete mil anos.

Com efeito, as palavras da Senhora aos três pastorinhos convidam a elevar nossas vistas -viciadas por um mundo materialista, mecanizado e despojado de religiosidade- para considerarmos novos horizontes: os do Reino de Maria que nasce, cuja aurora começa a tingir de dourado alguns cumes de montanhas, prenunciando o meio-dia prometido. Read More

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CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA

Domingo da Páscoa, 2017: Consagração a Jesus pelas mãos de Maria de  mais de 40 participantes do 3° Curso de Consagração a Nossa Senhora, conforme o método de São Luís Grignion de Montfort. Com a ajuda de Nossa Senhora e resultado de um estudo sério, refletido e amoroso, desenvolvido na Sede dos Arautos em Vitória (casa de Cariacica).

A cerimônia contou com a presença de inúmeros fiéis, familiares e amigos dos consagrados. Todos puderam experimentar em seus corações, jubilosos, o que diz o Salmo entoado na Celebração Eucarística:

Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos” (Salmo 117, 24).

O clima reinante na celebração foi de muita alegria; as pessoas sentiam-se mais fortalecidas na fé em Cristo Ressuscitado, e na mediação de Nossa Senhora.

O significado desta confiança filial na intercessão de Nossa Senhora bem poderia ser expresso pelas palavras de Mons. João Clá Dias, EP, em um de seus comentários sobre a devoção mariana:

Quem é realmente devoto de Nossa Senhora tem sua salvação garantida. Ela não vai permitir com sua onipotência suplicante, com a sua sabedoria e com seu amor que é o próprio amor do Espírito Santo – Ela é chamada Nossa Senhora do Divino Amor – que nós, sendo devotos d’Ela, rezando o rosário d’Ela, tenhamos uma morte de um condenado. ¹

Realmente, que de melhor podemos desejar, senão a salvação eterna? E é justamente isto que se dá com quem se consagra a Nossa Senhora, conforme nos ensina São João Damasceno, citado por São Luís em seu Tratado da Verdadeira Devoção:

“Tendo confiança em vós, ó Mãe de Deus, serei salvo; tendo vossa proteção, não temerei, com vosso auxílio, combaterei os meus inimigos e os porei em fuga; pois vossa devoção é uma arma de salvação que Deus dá a quem quer salvar”. ²

Alegremo-nos com nossos novos irmãos e irmãs consagrados e rezemos para que no mundo inteiro se estabeleça a devoção Jesus pelas mãos de Maria, pois é Ela a Rainha da Paz; Aquela que pode obter de seu Divino Filho a paz tão desejada para nossos dias. Nesta devoção e Consagração, espalhada nos quatro cantos da Terra, E poderemos ver o prenúncio do Reino de Maria anunciado por Nossa Senhora em Fátima — cujo centenário celebramos — “Por fim o meu Imaculado Coração Triunfará!”

 

 

¹ Mons. João S. Clá Dias, EP. Devoção a Nossa Senhora. Disponível em http://comentariosdejoaocladias.blogspot.com.br/2016/06/devocao-nossa-senhora.html. Acesso em: 18 abr. 2017.

² São João Damasceno. Sermo de Annunc. In São Luís Maria Grignion de Montfort. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, nº 182, Ed. Vozes, Petrópolis, 43ª edição, 2016.

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A Mãe do Homem das Dores

Por que Vos apresentais assim, Senhora, revestida de um delicado, ao mesmo tempo sério, véu roxo, cobrindo vossa santíssima face – mais bela que a Lua, mais esplendorosa que todas as belezas do universo? Por que este véu roxo, símbolo da penitência e do luto? Por que vossa tão doce fisionomia apresenta-se tomada de perplexidade, de angústia? O que meditais em vosso imaculado e sapiencial Coração?

Ó minha Mãe, ponde-Vos diante do mistério da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. É Vosso divino Filho que está, em sua bondade infinita, prestes a resgatar o gênero humano, abrindo as portas do Céu com sua morte de Cruz. Tal é a sua entrega para nossa salvação que Ele, Homem-Deus, vela-se a si mesmo, escondendo sua divindade em sua humanidade santíssima, e fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz, por amor a nós!

Estais, ó Senhora, imersa na agonia de alma, ao contemplar o Homem das Dores: “Nem a Terra, nem o mar, nem todo o firmamento poderiam servir de termo de comparação à vossa dor”. ¹

No entanto, ao cobrir-Vos com o manto da agonia e da dor, mais formosa ficais. De onde vem tanto esplendor? Vós sois a Mãe Dolorosa do Homem das Dores, que durante a Paixão, “compensava, pelo seu cântico de fidelidade, todas as injúrias e ofensas sofridas por Jesus […] Eis aqui, “na noite da desolação, o canto da alma mais virtuosa em toda a Terra elevando-se até o Céu…”.²

Pedimos-Vos, Senhora, para cada um nós, com as palavras do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira: “Dai-me, minha Mãe, um pouco, pelo menos, desta dor… Sofreis em união a Jesus. Dai-me a graça de sofrer como Vós e como Ele”. ³

E nesta união com Ele e com a Mãe dolorosa, entoaremos nosso cântico de fidelidade e de gratidão a Deus que nos receberá, a par dos sofrimentos na Terra, com a alma “esplendorificada” pela graça de Jesus a rogos de Maria, no Céu, por toda a eternidade.

Adilson Costa da Costa

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FOTO: Imagem do Imaculado Coração de Maria, venerada na Capela da Sede dos Arautos do Evangelho (Nova Campo Grande, Cariacica-ES).

¹ Plinio Corrêa de Oliveira. IV Estação – Via-Sacra In Catolicismo n° 3, março de 1951.

² Plínio Corrêa de Oliveira. Cântico de fidelidade. In Dr. Plinio, São Paulo, Ano VIII. N. 84 (mar. 2005); p. 36.

³ Plinio Corrêa de Oliveira. IV Estação – Via-Sacra In Catolicismo n° 3, março de 1951.

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MARIA, O PARAÍSO DE JESUS

O leitor parou algum dia para refletir sobre as maravilhas com que o Criador ornou o Paraíso Terrestre? Nossos primeiros pais, postos nesse paraíso de delícias conforme narrado no Gênesis, viviam num estado de santidade e de justiça originais, na amizade com o Criador da qual provinha sua felicidade.[1] Que coisa extraordinária o Paraíso terrestre dado a Adão! Houve, porém, o pecado original, e, consequentemente, Adão e Eva perderam a familiaridade com Deus e foram expulsos do Éden.

Exceção feita do Paraíso Celeste, poder-se-ia imaginar lugar e estado mais feliz do que aquele dado por Deus aos nossos primeiros pais antes da prova?

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ANO DE FÁTIMA, ANO DA FÉ

pastorinhos-aeUm dos grandes acontecimentos que marcarão este ano é o centenário de Fátima, onde as mensagens da Mãe de Deus foram transmitidas a três pastorzinhos.

Eles ficaram universalmente conhecidos pela dedicação em difundir o tesouro que lhes fora revelado, e em cuja veracidade creram, enfrentando todas as tentativas de dissuasão de que foram objeto, apesar de sua tenra idade.

O que os distinguiu das demais crianças da época não foi apenas o terem ouvido Maria, mas também, e sobretudo, o terem tido fé em sua voz, e nisto consistiu essencialmente a sua fidelidade. Ora, de onde lhes veio esta fé?

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