A teria tomado por uma deusa
São Luís Grignion afirma no Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem “os encantos admiráveis com que o próprio Deus havia ornado a aparência exterior [de Nossa Senhora]. São Dionísio, o Areopagita, (…) diz que, quando a viu, tê-la-ia tomado por uma divindade, tal o encanto que emanava de sua pessoa de beleza incomparável, se a fé, em que estava bem confirmado, não lhe ensinasse o contrário”.(1)
Quem é São Dionísio Areopagita que teve a ventura de conhecer pessoalmente Nossa Senhora?

Nosso Senhor Jesus Cristo foi chamado de Mestre, porque de fato o era. Mas sua doutrina exigia a conversão, uma mudança tão profunda dos conceitos comumente aceitos e reconhecidos, que se compreendem sem dificuldade os pedidos feitos a Ele, de confirmar por meio de sinais a origem sobrenatural de seus ensinamentos. Isto, aliás, era prática corrente no Antigo Testamento, por orientação de Deus, dada através de Moisés (cf. Dt 18, 21-22).
Por vezes – infelizmente por muitas vezes – em nossa vida cotidiana, à mercê dos fatores de desordem cada vez mais crescentes, vários se sentem inseguros e até angustiados face a um futuro nada alentador em tantos aspectos. Não faltam “crises” em quase todos os campos: social, religioso, econômico, moral, afetivo, etc. Mas este “etc” é quase interminável…
Fala-se muito — e com razão — da fome material de que muitos padecem pelas razões as mais diversas: injustiças, preguiça, vícios, imprevidências etc.
Imersos o mais das vezes no tram-tram da vida cotidiana muitos podem esquecer de coisas fundamentais: a começar… pelo fim: nossa vida nesse mundo é passageira, e apenas um período de prova para a vida eterna. A nós, pela nossa conduta cabe escolher se é realmente a eternidade feliz que queremos ou se é outra bem diferente.
Todo grande artista tem um especial apreço pelas suas melhores obras. Sente-se representado na sua criação, vendo nela seus dotes, sua personalidade.





