Fátima: para além dos castigos, o anúncio da regeneração do mundo
“[…] as revelações de Fátima não são apenas um aviso de castigos, mas uma tentativa, uma graça de Nossa Senhora que pretende criar na Cristandade um espírito de seriedade, de objetividade, de combatividade, como um meio para a regeneração do mundo, como quem considera que a humanidade não se regenera fora desse espírito, e que na perpétua piada, na contínua brincadeira, na despreocupação, na superficialidade crônica não pode haver salvação para o mundo.”¹



Ficamos impressionados, ou melhor, movidos à adoração d’Aquele que nos aconselhou a sermos como Ele, que é “manso e humilde de coração”, ao se manifestar não só em sua divina Misericórdia, mas também na sua Justiça, ao reprovar o mal.
Em nossos dias, bastará abrirmos as páginas de jornal ou acessarmos as notícias on-line, para encontrarmos narrados incontáveis fatos, muitos deles assustadores, nos quais o amor ao próximo vai sendo vertiginosamente banido da face da terra.
Ao contemplar qualquer forma de grandeza, a alma reta se enche de uma admiração que resulta em desejo de entrega, pois o amor autêntico é, de si, generoso. Ora, tudo quanto existe de verdadeiramente grande remete ao Deus Criador, e a estratégia do demônio para impedir o homem de seguir este caminho consiste em apresentar-lhe como regra universal para todas as coisas a banalidade, comumente denominada mediocridade.





