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POR QUE A VERDADE DESPERTA O ÓDIO?

Acabara de dar as razões, as provas históricas e, sobretudo, os trechos do Evangelho pelos quais a Igreja Católica é a verdadeira religião fundada por nosso Divino Redentor. Procurei ser o mais claro possível e tornar esta verdade facilmente compreensível pelo meu interlocutor.

Qual não é minha surpresa quando ouço como reação:

Você provou e até provou bem. Mas exatamente por ser verdade eu não aceito! Eu odeio a verdade! Eu quero viver como eu quero! A verdade que vá às favas!

Despedi-me o mais amável que pude, mas não pude deixar de pensar comigo mesmo: como pode ser isso? Como pode alguém reconhecer que algo é verdade e precisamente por ser verdade, odiá-la?

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Frase: A caridade não se revela apenas nas esmolas em dinheiro

A caridade não se revela apenas nas esmolas em dinheiro.
Muito mais em partilhar a doutrina e em prestar serviços corporais.”¹

Não há o que baste ao falarmos sobre a necessidade de praticar as obras de misericórdia. Sabemos deverem ser elas – ensinadas pelo Divino Mestre, quer pela Sua inovadora doutrina, quer por Sua vida – praticadas na perfeição como Ele próprio nos mandou: “Sede perfeitos como vosso Pai que está nos Céus é perfeito” (Mt 5,48).

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A FONTE

Você provavelmente já passou por alguma circunstância em que ficou longamente com sede e talvez uma sede ardente. Todos nós fomos criados para a vida sobrenatural recebida no Batismo, o qual constituiu em nós um organismo participante da vida do próprio Deus. Assim como o corpo, esse organismo necessita de “água” e “alimento” para desenvolver-se. Do contrário, este organismo definha, pode vir a ficar anêmico e até ficar agonizante ou morrer.

Isso é tanto mais perigoso quanto Read More

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Quantos deuses existem? Um só, em três pessoas

Deus, do mais alto dos céus, conviveu com a humanidade na pessoa de seu filho e deixou o governo da Igreja ao Espírito Santo. Como nela tudo toca a Deus, e sendo Ele Uno e Trino, a liturgia dedica uma solenidade para celebrar este profundo e sublime mistério. É o que se sucederá no próximo Domingo.

Durante muito tempo este mistério permaneceu obscuro para humanidade. No antigo testamento, o povo eleito não sabia que o único Deus possuía três Pessoas: Pai, Filho e Espírito santo. Quando a Voz de Deus descia do Céu, eles O viam com uma só Pessoa. Com sua encarnação Nosso Senhor Jesus Cristo revelou à humanidade por meio de Sua própria palavra este mistério. Em Seu batismo, o Espírito Santo desceu em forma de pomba sobre Nosso Senhor, e a voz do Pai pronunciou seu amor pelo Filho. Eis aí a primeira ocasião em que as três Pessoas se manifestam publicamente, por sua vez, fica patente para a humanidade a existência Santíssima Trindade.

Este Estado tem a divina honra de levar o nome de uma das Pessoas da Trindade, o Espírito Santo, por causa de seu descobrimento no dia em que outrora era comemorado. Por mais que seja o nome em razão de uma cronologia litúrgica, veio muito bem calhar com as características do local e do povo que nele reside, sobretudo se o imaginamos dentro da Trindade. O mar extenso e belo o qual admiramos do vasto litoral, refletem a grandeza de Deus Pai; a colonização católica, os milagres que Nossa Senhora do alto do Convento opera sobre nós, mostram a bondade do filho; e as almas fervorosas que aqui nascem, o Espirito Santo. Existem muitas maneiras de se enxergar esse o mistério. Alguns santos receberam a Graça de perceber sensivelmente qual Pessoa da Trindade atuava sobre si.

Este mistério ultrapassa a inteligência humana, nem Santo Agostinho foi capaz de desvendá-lo, é um mistério em que muitos santos se submergem quando atingem o ápice de sua santidade. Com sua maternal atuação, a Igreja dispôs uma solenidade para adorar ao Deus Uno e Trino, para assim já nos acostumarmos com este mistério que veremos face a face no Céu. Preparemo-nos para esta celebração pedindo Graças a Nossa Senhora para venerar e amar cada vez mais este mistério.

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Os Benefícios do Jejum

     Sabiamente celebrados pela Santa Igreja, os tempos litúrgicos são de inestimável riqueza. Dessa forma, a doutrina católica explica que são mais benéficas às almas as cerimônias litúrgicas nas quais participam, do que até mesmo os documentos pontifícios.

     Ora, com o fim de cumprir com o preceito divino da penitência, é na quaresma que a Igreja, com mais insistência, recomenda a prática do jejum.

     Na atualidade, muitos são os que a consideram antiquada e incômoda. Contudo, o próprio Nosso Senhor jejuou quarenta dias antes de iniciar sua vida pública (Mt 4,2) e recomendou-o aos seus discípulos na luta contra o demônio (Mt 17,20).

     Além das recomendações do próprio Homem-Deus, que já seriam suficientes, há ainda os benefícios próprios do jejum. Santo Agostinho afirma que o jejum purifica a alma, eleva o espírito, submete a carne ao espírito, torna o coração humilhado e contrito, dissipa as trevas da concupiscência, extingue os ardores do prazer e acende a luz da castidade.[1]

     Assim, o que nos pede a Igreja neste tempo penitencial, é que nos privemos de alguns bens corporais em prol de um princípio superior, visto que a natureza própria da penitência é a detestação do pecado por ser ofensa a Deus.[2] Por conseguinte, nos mostra doutor Plinio que “A verdadeira alegria da vida não consiste em ter prazeres, mas sim na sensação de limpeza da alma que temos quando olhamos o sofrimento de frente e dizemos ‘sim’ para ele.”[3]


[1] Cf. SANTO AGOSTINHO, in. MARÍN, Antonio Royo. Teologia Moral para Seglares. Moral fundamental y especial. Madrid: 2007. p. 396.

[2] Cf. Sacrosanctum Concilium n.109.

[3] CORREA DE OLIVEIRA, Plinio. Conferência. São Paulo, 14 de setembro de 1964.